"Esta é a história de uma mulher sensata que, ao perceber que tudo o que lhe tinham dito era mentira, foi a tribunal, relatou os factos e virou tudo de pernas para o ar."
Há quase vinte e cinco anos, Nevenka Fernández, conselheira financeira de Ponferrada, demitiu-se do cargo e acusou o presidente da câmara, Ismael Álvarez, de assédio sexual. No entanto, a sua coragem em relatar publicamente o que vinha sofrendo em silêncio não surtiu o efeito desejado: os tribunais decidiram a seu favor e o acusado foi obrigado a demitir-se, sim, mas foi submetida a um julgamento público e mediático paralelo que acabou por obrigá-la a abandonar o país.
Com base em entrevistas ao protagonista e no acompanhamento do processo legal, Juan José Millás narra em Há algo que não está a ser como me dizem. A crónica deste caso real (ainda relevante nos dias de hoje) da luta contra o sexismo, e investiga os mecanismos pelos quais alguém se torna vítima e, ainda assim, consegue adquirir os recursos internos para sair dessa situação.
Encadernação de bolso
Nº de páginas: 192